O senador Flávio Arns (sem partido-PR) comunicou na tarde desta quinta-feira, no plenário do Senado, que solicitou hoje a sua desfiliação do PT. Ontem, ele pagou R$ 66 mil, referentes a contribuição previdenciária indevida. Ele nega acusação de que seria "infiel" à legenda, e se diz disposto a enfrentar um possível processo por infidelidade partidária.
"Se houver um debate judicial na seqüência, vamos enfrentar com a maior tranquilidade e segurança, inclusive para que o Brasil possa ter uma jurisprudência que diga que fidelidade tem de ser de mão dupla: minha com o partido e do partido com seu ideário, filosofia, história, programa. Não fui eu infiel, mas sim o partido foi infiel à sua história e ao seu programa", justificou.
Arns tomou a decisão de deixar o partido na semana passada, durante a reunião do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado, depois que foi lida uma nota do presidente do partido, Ricardo Berzoini, recomendando que os senadores petistas votassem pelo arquivamento das 11 denúncias e representações apresentadas contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).
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